Domingo, 20 de Fevereiro de 2005

Florbela Espanca

Refere o seu Alentejo e os locais ligados às suas origens, e exalta a Pátria em alguns poemas. Mas a sua escrita situar-se-á sobretudo no campo da paixão humana
Árvores do Alentejo

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
--- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

publicado por bitu às 18:56
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1 comentário:
De Anónimo a 21 de Fevereiro de 2005 às 22:11
Florbela Espanca escreve com tanta dor que a transmite também a nós, pelo menos a mim, sempre que leio algum poema dela. Não conhecia este «Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!», mas é belíssimo... jksMalucaResponsavel
(http://malucaresponsavel.blogs.sapo.pt)
(mailto:claudiageiroto@hotmail.com)


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